sábado, 12 de abril de 2008

Os Mais Loucos Ditadores - Parte IV

Robert Mugabe

Começou por ser um democrata, liderou a Zanu, uma guerrilha rebelde contra os partidários do presidente Ian Smith que defendiam com “unhas e dentes” um sistema político mais racista do que o próprio apartheid na África do Sul.

Estavamos em 1980 e o país com outro nome, Rodésia, era um dos mais avançados de África, devido às suas riquezas naturais. Foi eleito presidente e o nome passou a Zimbabué.

Grandes foram as promessas para o povo, mas logo aí começaram as desilusões. Iniciou uma guerrilha com um rival político, do que resultou o

“Massacre da Matabelelândia” em 1982. Promoveu a militarização das forças armadas, e promoveu milícias. A inflação desde logo subiu até aos 150%. Nunca assumiu as culpas do rumo do país, delegou-as ao ocidente e mais concretamente à Grã-Bretanha.

Apesar de ser um país instruído em relação aos restantes países africanos,

os desequilíbrios económicos entre brancos e negros eram enormes, nomeadamente no país rural, onde 1% de brancos possuíam 70 por cento das terras agrícolas. Mugabe ameaçou e finalmente em 2000, expropriou terras, atreves de intimidação, tortura, morte e violação.

Nestas mais de 2 décadas de poder, Mugabe ganhou eleições sistematicamente viciadas. Ficou conhecido por Gukurahundi (sarcasticamente significa: as primeiras chuvadas que levam o entulho), foram massacrados mais de 20.000 civis pela sua 5ª Brigada, formada por militares norte-coreanos.

Hoje em dia, toda a gente é ”milionária”.. Um jornal custa 2 milhões de dólares zimbabueanos, um pedaço de carne 100 milhões. Os números falam por si: a expectativa de vida não chega aos 35 anos (perderam 20 anos de expectativa nestes 20 e tal anos de Mugabe!), a inflação a real é estimada em 150.000% (recorde na história da humanidade). Os preços mudam a cada hora e a falta de dinheiro em circulação, faz com que a população sobreviva subnutridada e desempregada.

Mugabe em compensação, é multibilionário com dinheiro em offshores e propriedades no estrangeiro. Só a mudança, com as correntes eleições pode dar esperança a um país a beira da ruptura total.


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