terça-feira, 8 de abril de 2008

Os Mais Loucos Ditadores - Parte I

"Turkmenbashi" Niyazov – Presidente do Turquemenistão

Em 1991, com a queda do Comunismo e da URSS, o Turquemenistão tornou-se independente pela primeira vez em cem anos. O novo presidente, Saparmurat Niyazov, foi o sucessor óbvio – ele tinha sido o governador de marionete do Partido Comunista desde 1985. Mas alívio de um país de cinco milhões de pessoas em uma nova era de auto-suficiência e autonomia não foi o valor mais alto na agenda de Niyazov. A sua preocupação, após décadas de controlo soviético, o país não tinha identidade nacional. Deste modo, em 1993, Niyazov “criou” um país á sua imagem.

Primeiro, ele tomou o nome Turkmenbashi (o Líder de Todo o Turquemenistão) e declarou-se Presidente para a vida. Desde então, ele empreendeu enumeras medidas de auto-engrandecimento – e grotesco – medidas para fazer o Turquemenistão um lugar muito único:

- O aeroporto da capital Asgabat, foi renomeado.. Turkmenbashi.

- O novo presidente também renomeou os meses. Renomeou um Janeiro em seu nome. Abril, assim como o pão de todos os dias, passaram a Gurbansoltan Edzhe (nome da sua mãe),.

- Em 2004, mandou fazer um palácio de gelo gigantesco no meio do deserto, o Karakum – a posição mais quente na Ásia central. Nele também incluiria um jardim zoológico com pinguins.

- A grande cidade portuária Krasnovodsk passou-se a chamar Turkmenbashi, assim como dezenas de ruas e escolas do país.

- Em 1998, um grande meteorito caiu no país. Um cientista denominou-o.. Turkmenbashi.

- A imagem da cara do presidente é usada como o logótipo das três estações de televisão estatais, e deve legalmente aparecer em cada relógio. Até quando apanhavam um borracheira, os cidadãos gramavam com a sua imagem nas garrafas de vodka com o seu nome.

- Baniu a música e os jogos de vídeo. Também o ballet e a ópera foram interditos porque Niyazov achou que eram:"desnecessários, não fazem parte da cultura Turquemenistã".

- Em 2004, 15.000 funcionários de saúde pública foram despedidos entre enfermeiras, parteiras para os substitui por militares. Todos os motoristas autorizados tiveram de passar "um teste de moralidade". Foi proibido aos jovens usar cabelo longo ou barbas.

- Também proibiu os pivots dos noticiários de usarem maquilhagem.

- Em 2005 todos os hospitais fora da capital foram encerrados, com o raciocínio que “todo o cidadão deve vir à capital uma vez na vida”. As bibliotecas rurais foram fechadas, porque citando o presidente, “o homem comum não precisa livros”. Também, aos médicos foram obrigados a jurar ao Presidente, em vez do Juramento de Hipócrates.

- Em 2006 um terço dos idosos deixou de receber as suas pensões, enquanto foram reduzidas a outros 200mil. Também atacou os professores que não acrescentaram na sua matéria, o louvor do líder. Permaneceram num escalão de pagamento mais baixo ou foram despedidos.

- Os monitores vídeo são instalados em todos os lugares públicos.

- Os cães são restringidos na capital devido ao odor desagradável.

Finalmente, para grande alívio do povo, no dia 21 de Dezembro de 2006, anunciaram na televisão que o Presidente tinha morrido de falha cardíaca súbita.

Se raciocinarem sobre acontecimentos recentes, tipo o encerramento de hospitais, ataque à função pública ou diminuição de privilégios sociais, acho que podem pensar: “Podia ser pior”

Se o pior alguma vez vir, sempre podem dizer ao menos as ruas ficam sem caca de cão!

Já agora lanço um nome prá nova travessia do Tejo.. que tal, ponte José Sócrates Nosso Salvador Salazar? Não acham que soa bem?

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