domingo, 16 de dezembro de 2007

Teorias

Há poucos posts atrás falei no documentário Zeitgeist, devo confessar que encontrei este filme no blog Sedentário e Hiperactivo numa das colunas escritas pelo Marcelo del Debbio. Pois bem, no último post que ele publicou eu fiz um comentário que acho que merece um post aqui no blog. Antes de mais tenho a dizer que o texto, além de ter sido feito como comentário no post referido, faz originalmente parte de um trabalho de investigação feito por mim sobre a origem da Religião. Já por várias vezes pensei em publicar este trabalho no blog, parece que chegou a altura de o fazer. Portanto o comentário era um excerto do trabalho seguinte que vou dividir em dois posts para que não se torne muito cansativo de ler:

"Desde sempre que o Homem se questiona acerca de como tudo começou, como é que apareceu o homem, o planeta, quem criou o universo, imensas perguntas que ainda ninguém explicou com toda a certeza. Todas as respostas que existem são as teorias defendidas pela Igreja, o Criacionismo, em que dizem que foi Deus quem criou o universo, fez o Homem à sua imagem e semelhança e que criou todos os animais e plantas. Outra das teorias vigentes, para o aparecimento do ser humano e a que é mais aceite por todos, é a do Evolucionismo, criada por Darwin e que diz que o Homem evoluiu a partir do macaco, havendo depois vários saltos evolutivos que levaram aquilo que somos hoje. Acerca da origem da vida existiam ainda a defendida por Aristóteles, que vigorou até ao século XIX, chamada a teoria da Geração Espontânea que veio a ser destronada por Louis Pasteur com a Teoria da Biogénese. Para a origem do universo existe a teoria do Big Bang e a teoria da Nebulosa que defendem que o sol e os planetas se formaram ao mesmo tempo.

Mas não é minha intenção falar acerca de todas as teorias de evolução e de formação do universo ou de indicar a que está certa. Neste trabalho, que é sobre a origem das religiões, importa saber se aquilo que as religiões defendem é verdadeiro ou se não passa de um mito, ou se há um fundo de verdade naquilo que, por exemplo, a Bíblia, nos tenta transmitir. Por isso vou falar acerca de uma outra teoria que ainda não é aceite nos meios científicos e académicos, e não sei se alguma vez será, mas que na minha opinião é a mais plausível entre todas as que estudei.
Esta teoria é a do Intervencionismo também conhecida como a teoria dos Antigos Astronautas, que viu a luz do dia pela primeira vez em1969, por intermédio de Erich von Daniken, no livro Chariots of the Gods. Mas só começou a ser mais falada e debatida depois da publicação de um livro em 1976, o 12º Planeta, por Zecharia Sitchin. Neste livro, e nos seguintes da colecção a que deu o nome de Crónicas da Terra, este erudito especialista em línguas arcaicas, traduziu e publicou vários textos antigos da primeira civilização conhecida, os Sumérios, um povo que apareceu onde se situa o Iraque e que foram os inventores do que podemos chamar de sociedade moderna, inventaram por exemplo a escrita, a roda, os primeiros tribunais, as escolas, a agricultura, a matemática, a astronomia, domesticaram os primeiros animais e muitas outras coisas que ainda hoje podemos dar graças a esse povo por usufruirmos delas.

O que os Intervencionistas defendem, pode-se dizer que é uma espécie de mistura entre o Criacionismo e o Evolucionismo, e que nós, homem moderno, somos aquilo que somos hoje devido à intervenção que uma raça extraterrestre mais evoluída teve no Homo Erectus, cruzando o ADN destes seres extraterrestres com o ADN do Homo Erectus, resultando daí o Homo sapiens de hoje, ou seja o homem moderno.

Esta teoria baseia-se na decifração de textos antigos das primeiras civilizações traduzidos há poucas dezenas de anos, que vieram dar uma outra luz sobre aquilo que estes viram e viveram, comparando-os com textos do Antigo Testamento, hieróglifos do Antigo Egipto, textos Maias e Aztecas e toda a herança tecnológica e arquitectónica que estes povos nos deixaram. Os intervencionistas defendem que esta é a hipótese mais viável para o aparecimento do Homem.

Uma questão que esta teoria responde é a de como é que há 200.000 anos atrás o nosso cérebro aumentou a sua capacidade em 50 por cento, juntamente com a capacidade de linguagem e anatomia moderna, depois de 1,2 milhões de anos sem qualquer progresso. Esta é uma questão que preocupa cientistas e pensadores e que carece de resposta plausível, sendo também um dos argumentos que a religião utiliza para que a sua teoria seja aceite.

Os Babilónicos, um povo ainda contemporâneo dos Sumérios, tem um texto, a Enuma Elish (presume-se tenha sido copiada dos Sumérios), que foi traduzida em 1876 por George Smith do museu britânico e que relata o mito da criação do Universo, sendo este texto depois usado no Antigo Testamento na tradição judaica – cristã. São várias as semelhanças entre a história da criação no Enuma Elish e a história da criação no Livro do Génesis. O Génesis descreve seis dias de criação, seguidos de um dia de descanso, enquanto que o Enuma Elish descreve a criação de seis deuses e um dia de descanso. Em ambos a criação é feita pela mesma ordem, começando na Luz e acabando no Homem.

A deusa Tiamat é comparável ao Oceano no Génesis, sendo que a palavra hebraica para oceano tem a mesma raiz etimológica que Tiamat. Estas semelhanças levaram a que muitos estudiosos chegassem à conclusão que ou ambos os relatos têm a mesma origem, ou então que uma delas é a versão transformada da outra. Após a primeira tradução deste texto pensou-se durante muitos anos que esta história fosse um mito até que Zecharia Sitchin depois de analisar o texto afirmou que se tratava de uma epopeia cosmológica descrevendo exactamente a formação do sistema solar há 4,6 milhões de anos.

Existem muitas outras histórias que são comuns a diferentes civilizações como seja a história de “o dia em que o sol parou” relatado na Bíblia por Josué, no Egipto os hieróglifos registam “um dia de confusão no movimento dos astros”, os registos chineses dão conta que no tempo do 7º imperador “o sol parou no horizonte ao entardecer e não quis permitir a chegada da noite”, na América do Norte tribos como os Ojibaways, os Wyandot, Omahas, Dogrib possuem relatos que confirmam tanto o dia de Josué como o milagre de Ezequias. Os anais de Chauhtitlan dos índios mexicanos registam uma longa noite Os Montesinos, no Peru, acusam Yupanqui Pachacuti II de ser o culpado pela grande noite, em virtude dos seus pecados. Portanto de um lado do planeta temos povos que relatam um grande dia, enquanto que no outro lado do planeta outros povos relatam uma grande noite.

Como podemos ver neste exemplo são várias as culturas em diferentes partes do planeta que relatam o mesmo acontecimento, mas será esta história um mito que se espalhou por todo o planeta e por diferentes culturas? Os intervencionistas dizem que não. Alan F.Alford afirma, no seu livro “Deuses do Novo Milénio”, que este acontecimento, relatado em culturas tão diferentes umas das outras, se deveu às forças gravitacionais geradas pelo planeta Nibiru quando este se encontrava na sua posição mais próxima da Terra.

Esta teoria tem por base os relatos sumérios acerca da órbita elíptica do planeta e da sua rotação ser contrária à da Terra o que faria com que o nosso planeta parasse a sua rotação durante 12 horas, que foi o tempo que durou a “paragem do sol”, ou para ser mais exacto a paragem da rotação da Terra.

Como Zecharia Sitchin afirma nos seus livros, nós somos resultado do cruzamento de genes de seres de outro planeta com genes do homo erectus, mas que planeta é este? Segundo os textos babilónicos, da Enuma Elish, esse planeta é Marduk, conhecido pelos sumérios por Nibiru, o 12º planeta do nosso sistema solar (eles contavam com o sol e a lua), que tem uma órbita elíptica de 3600 anos o que o leva bem para lá de Plutão e com uma rotação contrária a todos os planetas do sistema solar, ou seja em vez de levar um ano a dar a volta completa ao sol (como o nosso planeta) e da sua órbita ser circular, tem a tal órbita elíptica que faz com que ande pelo sistema solar como se fosse um grande cometa levando 3600 anos a completar a sua viagem. Este número tem uma grande importância para os sumérios, foi a partir daqui que desenvolveram todo o seu sistema matemático com a base no 60 (ainda hoje é usado para medir o tempo - porque será?).

Alan F.Alford no seu livro Deuses do Novo Milénio afirma que a importância deste número para esta civilização deve-se à órbita elíptica de Nibiru, e o facto de os sumérios serem exímios astrónomos e de terem mapas astrais muito completos deve-se ao ensino que esses povos receberam destes seres. Só para apontar um exemplo de como este povo era muito avançado vou citar, novamente, Z. Sitchin que no seu livro 12º Planeta depois de traduzir alguns textos sumérios afirmou, numa altura que a nossa civilização ainda não o sabia (dez anos antes para ser mais exacto), que Neptuno devia se azul esverdeado, devia de ser liquido e teria manchas cor de vegetação pantanosa, e os sinais electrónicos da sonda espacial Voyager2 revelaram precisamente isto.

Como é possível um texto com 5000 anos descrever o nosso sistema solar exactamente como ele é? Mas não é só este texto que nos explica muitas coisas que viemos descobrir mais tarde, todos os textos dessa época remota contam-nos histórias e acontecimentos que, embora sejam considerados mitos e sejam desacreditadas tanto pela ciência moderna como pela religião, essas histórias contêm factos verdadeiros que não podem ser ignorados como se viu pela descrição do planeta Neptuno, assim como todo o sistema solar, feita pelos sumérios. Quem é que poderia ter passado esse conhecimento a essa civilização, visto ser impossível ver a estrutura dos planetas exteriores do sistema solar a olho nu, ou mesmo com o maior e mais potente dos telescópios. Só podia ser alguém que tivesse visto e conhecesse os factos.

Nos primeiros textos dos sumérios todas as nossas dúvidas acerca da formação do universo e do aparecimento do homem são explicadas, assim como nos textos posteriores copiados por outras culturas, embora os nomes dos deuses usados sejam alterados para se encaixarem na civilização em questão, desde os babilónicos, passando pelos egípcios, até aos gregos, inclusive até aos cristãos e judeus embora nestes dois últimos a palavra deuses, de uma religião politeísta, tenha sido alterada para deus, de uma religião monoteísta. Chegados à nossa era esses textos são considerados mitos, ou seja uma invenção do homem, esta atitude não é de admirar tendo em conta a forma como estão escritos, por muito que a nossa mente esteja receptiva, os termos usados remetem-nos para o fantasioso e o mitológico, mas temos que ver que naquela altura não havia o conhecimento dos termos técnicos que só no séc. XX adquirimos. As diversas traduções, dos textos originais, muitas vezes mal feitas ou não compreendidas no contexto global e as alterações introduzidas para adaptar a história a uma nova realidade deturpando completamente a mensagem também contribuíram para que todos esses relatos sejam considerados mitos."


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