domingo, 19 de agosto de 2007

O Império de Droga de Bush-Cheney-5ª parte

Este é a continuação deste post e é o último desta série.

"IN GOD (GOLD, OIL, DRUGS) WE TRUST

Não tenham a menor dúvida, os EUA estão a preparar-se para a guerra. Acontecimentos imediatamente a seguir às eleições de 2000 predizem um mau agoiro para a administração Bush-Cheney. Enquanto todos os gabinetes não estão preenchidos, os postos chave do tesouro, defesa, justiça e segurança nacional apontam para a administração mais amiga dos militares e dos grandes negócios do petróleo em 35 anos.

Tão minucioso é o plano para o controlo governamental que o filho do secretário de estado Colin Powell, foi nomeado o novo Comissário da Federal Communications Commission. Isto é o corpo que supervisiona e policia toda a radiodifusão comercial nos EUA.

Com Colin Powell como secretário de estado, Donald Rumsfels como secretário da defesa e Dick Cheney como vice-presidente nos circulos mais elevados do governo dos EUA fazem parte dois antigos secretários da defesa e um antigo presidente de Joint Chiefs of Staff. A nova conselheira para a segurança nacional Condoleeza Rice, tem um longo percurso ao serviço da administração republicana e também pertence à direção da Chevron Oil.(...) As suas credenciais indicam que vai ser o elo de ligação entre Bush, Powell, Rumsfeld e Cheney.

Um interesse especial nesta história é o forte rumor de que o actual director da CIA George Tenet, nomeado para o cargo pelo presidente Clinton em 1997, vai continuar na nova administração Bush. Baseado nos estudos do escritor original deste artigo nas operações e história da CIA, isto sugere duas coisas: primeiro, isto implica que a CIA sente que os seus interesses estão (e continuarão a ser) acautelados pelo Tenet. Mais importante ainda, no entanto, isto sugere que existem operações secretas e outras, em andamento debaixo do controle da CIA que não seria bom a mudança de directores. O mais critico nisto tudo seria o inicio do conflicto planeado para a Colombia.

Desde o aparecimento da bomba atòmica que os EUA sempre precisaram de dois tipos de inimigos. Um é aquele inimigo que se pode ir combater no terreno. Desde 1945, estes inimigos foram criados e apareceram na Coreia do Norte, Vietname do NOrte, Granada, El Salvador, Panama, Iraque e agora na Colombia. Outro tipo de inimigo é o inimigo estratégico que justificará todo o investimento em armas de sistemas estratégicos como os misseis intercontinentais, submarinos Tridente e os sistemas de defesa misseis "Star Wars".

Com a nova administração Bush a comtemplar uma mudança de politica que fará os rebeldes Colombianos(em oposição aos traficantes de droga) os novos alvos dos militares dos EUA, não há dúvida onde a próxima guerra será. Com gabinete de Bush militarizado a fazer do escudo de misseis defensivos uma prioridade, parece que a China ou a Russia serão os próximos inimigos. (...)

Como foi no Vietname, na América Central e no Kosovo, as drogas continuarão a ser a grande fatia do plano finaceiro para as guerras no solo interminaveis. Como alguém um dia disse "GOD" significa"GOLD, OIL and DRUGS"(Ouro, Petróleo e Drogas). Podemos ter a certeza que um império( O oposto a uma república) está a emergir nos EUA mais rapidamente do que muitos esperam. E a administração Bush está a agir de uma forma muito virada para Deus. É um império que precisa pouco de igualdades como a pretenção da democracia como o fascismo corporativo americano que tirou a sua máscara nos circulos eleitorais, a prostituição do nosso Supremo Tribunal e a destruição virtual do governo tornando-o num servo de nada mais que o dinheiro, da cobiça e do poder."

Fim.

Como já devem ter reparado a guerra que este artigo previa para a Colombia não veio a acontecer porque entretanto aconteceu o 11 de setembro de 2001 e as atenções e esforços viraram-se para as papoilas dos Talibãs. Depois em 2002 foi eleito o Uribe na Colombia que tem ligações com os narcotraficantes por isso aqui já não é preciso um conflito armado.
Agora as minhas previsões são para uma guerra contra o Irão, quando a Hillary for eleita, para que se abra um corredor, para a heroína, directo do Afeganistão para a Europa sem passar pela Rússia, e claro que a desculpa vai ser as armas nucleares que porventura os Iranianos podem estar a desenvolver, enfim.

1 comentário:

Bia disse...

A política é um mundo sujo... A maioria das pessoas nem sabe da missa a metade...

Belo post, mas não estou assim tão convicta que a Hillary seja eleita...