domingo, 12 de agosto de 2007

O Império de Droga de Bush-Cheney-4ª parte

continuação deste post.

Droga Canalizada através de Oleodutos

A administração de Clinton tomou conta do percurso perdido da heroína ,com a destruição, em 1999, da Sérvia e do Kosovo e a instalação do KLA ( exército de libertação do Kosovo) como o poder regional. Isso abriu uma linha directa desde o Afeganistão até à Europa Ocidental- e a Brown & Roots esteve no meio disto, também.

As aptidões de Clinton e a tendencia para operações de droga foi descrito detalhadamente, em Abril de 2000, num artigo do FTW intitulado "The Democratic Party's Presidential Drug Money Pipeline"( O Oleoduto de dinheiro da droga do partido democrático na presidência). Esse artigo foi publicado em mais 3 países. A essência da lição da economia da droga foi a de que ao produzir ópio na Colombia e traficando heroína e cocaína a partir da Colombia para Nova York, através da República Dominicana e Porto Rico ( uma linha a direito virtual), as rotas tradicionais de tráfico poderiam ser encurtadas ou até mesmo eliminadas. Isto reduziria custos e riscos, aumentando os lucros e eliminando rivais.

FTW suspeita da "mão" do co-fundador do cartel de Medellin, Carlos Lehder, neste processo, e é interessante notar que Lehder, libertado da prisão, quando Clinton foi presidente em 1995, está agora no activo nas Bahamas e América do Sul. Lehder era conhecido nos anos 80 como "o génio do transporte". Posso imaginar o Dick Cheney, tendo testemunhado toda a restruturação do mercado de droga mundial nos últimos 8 anos, chegar ao pé de George W.Bush e dizer " Olha, sei como podemos tornar isto ainda melhor."

Uma coisa é certa, como citado no artigo da CPI, um vice-presidente da Hlliburton referiu que se a dupla Bush-Cheney fosse eleita, " os contractos da companhia com o governo iriam ultrapassar o telhado".(N.T. como se sabe o Bush foi eleito presidente e realmente a Halliburton foi a firma que ganhou praticamente todos os contractos para a reconstrução do Iraque e Afeganistão.)

A Maior Economia Livre no Mundo

Se alguém for suficientemente corajoso para procurar um "sistema operativo" que explique teoricamente o que o FTW descreveu, não é preciso procurar mais além que num artigo de duas partes publicado no le Monde Diplomatique em Abril de 2000. A história incide no grande capital da droga, é intitulado "Crime, a maior empresa do mundo". As brilhantes palavras dos autores Christian de Brie e Jean de Maillard, fazem o mais extraordinário trabalho que alguma vez li ao explicar a economia mundial e a situação politica actuais .

De Brie escreve:" Ao permitir que o capital corra livremente de uma ponta do mundo para a outra, a globalização e o abandono dos estados soberanos encorajaram o crescimento explosivo de um mercado financeiro sem lei...

"Este é um sistema coerente intimamente ligado à expansão do capitalismo moderno e baseado na assossiação de três parceiros: governos, corporações multinacionais e máfias. Negócio é negócio: o crime financeiro é antes de tudo um mercado, próspero e estruturado, regido pela oferta e a procura.

"A cumplicidade das grandes empresas e da politica laissez-faire é a única maneira do crime organizado em grande escala tem de lavar e reciclar os lucros fabulosos das suas actividades.E as multinacionais precisam do suporte dos governos e a neutralidade das autoridades reguladoras para consolidar as suas posições, aumentando os lucros. opor-se e esmagar a concorrência, e financiar as suas operações ilícitas. Os politicos estão directamente envolvidos e a sua habilidade para intervir depende dos fundos e apoios que os mantêm no poder. esta colisão de interesses é parte essencial na economia mundial, o óleo que mantém a engrenagem do capitalismo a andar".

Depois de confrontar o director da CIA John Deutch na TV em 15 de Novembro de 1996, o autor deste texto foi ouvido pelos comités do Senado e da House Intelligence tendo preparado um testemunho escrito para o Senate Intelligence, mas no entanto nunca foi chamado para testemunhar. Em ambas as entrevistas, no testemunho escrito e todas as conferências seguintes, contou sempre a história da Brown & Roots.

continua...

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