sexta-feira, 15 de junho de 2007

Reabertura SAP de Vendas Novas




Foi preciso morrer uma pessoa para que o tribunal de Beja decidisse a reabertura do Serviço de Atendimento Permanente de Vendas Novas. Mesmo assim o ministro da saúde diz que "deve ser imediatamente preparado recurso desta sentença", existindo agora um prazo legal de 15 dias para o efeito.
Este ministro faz de tudo para que os amiguinhos dele consigam abrir clinicas nos sitios onde são encerrados hospitais e centros de saúde, e para que não tenham concorrencia do Serviço Nacional de Saúde, até ordens do tribunal ele não aceita.
Quantas mais pessoas precisam de morrer, para que estes politicos de merda deixem de se vergar ao poder dos privados que têm interesses na área da saúde? Privados que tudo fazem para desacreditar o SNS, para poderem abrir as suas clínicas privadas e ganharem rios de dinheiro à pala dos contribuintes que deveriam ter um acesso à saúde, como diz no artigo 64º da Constituição Portuguesa, "tendencialmente gratuito".

artigo 64º
(Saúde)

1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.

2. O direito à protecção da saúde é realizado:

a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;

b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:

a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;

b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;

c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;

d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde, por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade;

e) Disciplinar e controlar a produção, a distribuição, a comercialização e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico;

f) Estabelecer políticas de prevenção e tratamento da toxicodependência.

4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.



Parece-me que o encerramento de hospitais, centros de saúde e maternidades é inconstuticional, digo eu.



imagem retirada de WeHaveKaosInTheGarden.

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