sexta-feira, 1 de junho de 2007

O (des)Emprego em Portugal

Os leitores deste blog já devem ter reparado que sou um leitor assíduo do resistir.info. Hoje como não podia deixar de ser vou mostrar mais um excelente estudo que encontrei por lá, que podem ler ao clicar aqui.
O artigo fala acerca da forma como o Instituto Nacional de Estatistica faz os seus estudos. retirei os parágrafos seguintes para terem uma ideia das mentiras do governo.

QUEM É CONSIDERADO OFICIALMENTE EMPREGADO

De acordo com as Notas Metodológicas que incluem a definição dos conceitos utilizados, as quais estão em anexo nas Estatísticas de Emprego publicadas pelo INE, mas que ninguém lê, são considerados empregados, logo não são incluídos no número oficial de desempregados, todos aqueles que tenham mais de 15 anos de idade e que na semana anterior em que foi feito o inquérito pelo INE sobre o emprego se encontrem numa (portanto, basta que satisfaça uma ) das seguintes condições:

(1) Ter efectuado trabalho pelo menos de uma hora, mediante o pagamento de uma remuneração , em dinheiro ou em espécie;

(2) Ter um emprego, embora não estando ao serviço, bastando manter uma ligação formal com o emprego;

(3) Estar na situação de pré-reforma, mas encontrando-se a trabalhar no período de referência.

QUEM É CONSIDERADO OFICIALMENTE DESEMPREGADO

De acordo com as Notas Metodológicas que acompanham as Estatísticas de Emprego publicadas pelo INE, mas que também ninguém lê, só são considerados desempregados, os indivíduos com idade superior a 15 anos, que na semana anterior ao inquérito realizado pelo INE, se encontrem simultaneamente nas seguintes condições (portanto, se não cumprir uma das condições já não é considerado oficialmente desempregado):

(1) Não ter trabalho remunerado ou qualquer outro (portanto, se tiver outro, mesmo não remunerado, não é considerado oficialmente como desempregado);

(2) Estar disponível para trabalhar num trabalho remunerado ou não (portanto, se não estiver disponível para realizar um trabalhão não remunerado já não é considerado oficialmente como desempregado);

(3) Ter procurado trabalho, isto é, que tenha feito diligências ao longo das últimas 4 semanas para encontrar um emprego remunerado ou não (portanto, se não tiver feito diligências já não é considerado oficialmente como desempregado).

Em resumo, o português que esteja efectivamente desempregado mas que ou não tenha feito diligências no mês anterior ao inquérito realizado pelo INE para arranjar emprego, ou que esteja a fazer um trabalho não remunerado para ocupar o tempo porque está efectivamente desempregado, já não é considerado oficialmente como desempregado, e por isso não consta na estatística oficial de desemprego e, desta forma artificial, a taxa oficial de desemprego também diminui. É curioso, e também esclarecedor, notar que para ser considerado empregado basta preencher uma das condições indicadas (o que facilita, e assim se aumenta o número de empregados), mas para ser considerado desempregado é já necessário preencher simultaneamente todas as condições indicadas (o que dificulta, e assim se diminui o número de desempregados) .

3 comentários:

Bia disse...

Mas que palhaçada, não admira que apareçam resultados tão díspares...

Teixeira disse...

E ainda falta a malta dos recibos verdes. Que de um momento para o outro leva um chuto no rabo e não conta para as estatísticas...

Abraço
[[]]

bjecas disse...

Enquanto governarem para a estatistica em vez de para o povo, estaremos sempre bem fornicados.

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