sábado, 28 de abril de 2007

Aumento de Mortes na Estrada

Uma noticia do Correio da Manhã de alguns dias atrás dizia que "de acordo com os boletins estatísticos de acidentes de viação até 22 de Abril, revelados pela Direcção-Geral de Viação, o número de mortes nas estradas algarvias é igual ao verificado nos primeiros quatro meses de 2005. A tendência não mostra um aumento no número de acidentes – nos primeiros dois meses deste ano até baixou (de 301 para 285) –, mas antes uma subida no índice de gravidade, com incidência nas mortes, já que o total de vítimas (incluindo feridos graves e ligeiros) diminuiu – de 731 para 693 – nos primeiros meses deste ano face ao período homólogo de 2006."

Depois de ler esta noticia fui à procura de estudos e estatisticas da prevenção rodoviária Portuguesa e encontrei este pdf que fala acerca de da sinistralidade em Portugal e do novo código da estrada que entrou em vigor no ano de 2005. Mas não encontrei um estudo decente, que possa dizer com exactidão as causas e os números dos acidentes e das mortes na estrada.
Na minha opinião acho que uma medida que seria muito eficaz, na diminuição dos choques frontais, seria a obrigatoriedade de andar de médios ligados, mesmo durante o dia. Não sei qual a percentagem de acidentes deste tipo no "universo" rodoviário nacional, mas uma coisa é certa esta medida de certeza que diminuiria o numero de acidentes porque os condutores teriam melhor visibilidadade do veiculo que circula em sentido contrário, tendo em conta as cores que a maioria dos automóveis têm, que são tons escuros, tornando os veiculos uns autenticos camaleões da estrada, esta medida , posso afirmar com toda a certeza, seria de extrema eficácia. E se repararem destaquei a palavra "médios", isto porque há muitos condutores que pensam que andar de minimos ligados , na luz de fusco do amanhecer ou do entardecer, ou em dias de chuva, faz com os vejam melhor, puro engano. Os minimos só se devem ligar quando o carro está imobilizado à beira da estrada, nunca em andamento.

Num outro artigo , no automotor , refere que "a Suécia- onde as condições atmosféricas adversas prejudicam imenso a condução! Aqui, ao contrário de Portugal, onde morrem uma média de 2000 pessoas todos os anos, são "apenas" 550 as vítimas mortais nas estradas. Tudo devido a um esforço que vem desde de 1967, e que levou à mudança do sentido de tráfego da esquerda para a direita e a um ambicioso plano de redução dos acidentes, que levaria a Suécia a tornar-se, nos anos 80, no país mais seguro do mundo - hoje quase a par com os ingleses, nesta matéria."

E eu acrescento que uma das medidas foi mesmo essa que falei, andar de médios ligados a toda e qualquer hora do dia. Esta e outras medidas deviam efectivamente ser aplicadas , juntamente com uma maior consciencialização, com maior civismo e menos caça à multa. O que se passa neste momento é a bófia colocar-se em sitios estratégicos de maneira que apanhem o maior numero de prevaricadores em excesso de velocidade, ou seja estão a provocar uma onda de ódio e consternação em relação à autoridade por parte dos condutores e não condutores, e não estão a combater o problema.

Também acho que os acidentes são uma grande fonte de receitas para as seguradoras e medidas deste tipo quanto mais longe melhor...

3 comentários:

Bia disse...

Concordo que devia de haver muito mais informação em relação á segurança rodoviária. Os telejornais em vez de referirem só as desgraças e mostrar os destroços dos acidente deviam de apostar mais neste tipo de intervenção.
Já aprendi alguma coisa com o teu post!

Dae-su Oh disse...

O problema das análises que dão de mortes nas estradas é que só contabilizam os que morrem mesmo na estrada, os feridos graves que falecem nos hospitais não são incluídos, o que seria bem mais desastroso.

Fly disse...

bia
fico contente por saber que ensinei algo.:)
E concordo contigo quando dizes que os telejornais só mostram desgraças e não apostam na sensibilização do espectador.

dae-su oh
se contabilizassem esses mortos as estatiticas seriam bem mais negativas e se calhar tinham que equacionar outro tipo de intervenção e atitudes. De qualquer das formas a repressão nunca foi solução e o que o governo faz é repressão em vez de sensibilização e combate eficaz à sinistralidade.

abraços