sábado, 24 de março de 2007

1001 Noites-História da jovem esquartejada

No post anterior , por lapso , referi que a ilustração era da "história da Doce Amiga" (já corrigi este engano)mas não , a ilustração pertence à "história da Jovem Esquartejada" que irei contar neste post e que podem ver a ilustração referente a esta história aqui em baixo.
Esta é uma das histórias das 1001 noites.



História da jovem esquartejada




Xerazade disse:

Uma noite dentre as noites , o califa Herun Al-Rachid disse a Giafar Al-Barmaki: "Quero que desçamos esta noite à cidade, para nos informarmos dos actos dos governadores e dos vális. É minha firme intenção destituir todo aquele contra o qual me sejam feitas queixas." E Giafar respondeu: "Escuto e obedeço!"
E o califa, Giafar e Massrur, o carrasco, disfarçaram-se, desceram à cidade e puseram-se a caminhar pelas ruas de Bagdade, quando, ao passarem numa ruela, se lhes deparou um velho muito velho que trazia à cabeça uma rede de pesca e uma cesta, e se arrimava a um bordão. O velho seguia lentamente, enquanto murmurava estas estrofes:

Disseram-me:"Ó sábio, pela tua ciência és entre os homens o que a luz é na noite!"
E eu lhes respondi: " Por favor, poupai-me a essas palavras! Outra ciência não existe além da do Destino."
Porque eu, com toda a minha ciência, todos os meus manuscritos, os meus livros e o meu tinteiro, não saberei contrabalançar a força do Destino um só dia sequer. E aqueles que por mim apostassem perderiam o seu dinheiro.
Na verdade, que pode ser mais desolador do que o pobre, o estado do pobre, o pão do pobre e a sua vida?!
Se é Verão, esgota as forças; se é Inverno, só cinzas tem para se aquecer.
Se se detém, para o escorraçar os cães se precipitam. É um miserável ser, um objecto de ofensas e de escárnio. Oh! Quem há por aí que mais miserável seja?
Se não for ele a gritar a sua queixa e a mostrar a sua miséria, quem o lastimará?
Oh! Se esta é a vida do pobre, mais lhe valerá morrer!

Ouvindo tão tristes lamentos, disse o califa a Giafar: "Os versos e o aspecto deste pobre homem denunciam uma grande miséria." Depois, aproximando-se do velho, perguntou-lhe: "Ó xeque, que ofício é o teu?" - "Pescador eu sou", respondeu o velho. "E muito pobre. E com familia a meu cargo! Desde o meio-dia que estou fora de casa a trabalhar e Alá ainda não concedeu o pão com que hei-de alimentar os meus filhos. Por isso estou desgostoso de mim, cansado da vida, apenas desejo a morte." Disse-lhe então o califa: "Podes voltar conosco para o rio, e lançar, da margem, a tua rede no Tigre, fazendo isso em meu nome para tentar a minha sorte? Comprar-te-ei, por cem dinares, tudo o que retirares da água." O velho todo se alegrou a estas palavras e respondeu: "Aceito a oferta e juro cumprir o que me pedes!"
O pescador voltou com eles para o Tigre, lançou a rede e aguardou. Depois puxou a rede e nela encontrou uma caixa fechada, muito dificil de erguer por causa do peso que tinha. E também o califa, após tê-la experimentado, a achou muito pesada. Mas apressou-se a dar os cem dinares as pescador, que partiu todo contente.
Então Giafar e Massrur encarregaram-se da caixa e transportaram-na até ao palácio. E o califa mandou acender os archotes, e Giafar e Massrur aproximaram-se da caixa e quebraram-na. Acharam lá dentro uma grande cesta de folhas de palmeira cosida com lã vermelha. Cortaram o fio de lã e dentro da cesta encontraram um tapete, e debaixo do tapete um véu branco de mulher, e debaixo do véu, branca como a prata virgem, uma adolescente em pedaços.
Ao ver isto, o califa deixou derramar-se-lhe o pranto pelas faces. Depois virou-se, magnífico de furor, e gritou para Giafar: "Ó malfadado vizir! Eis agora que no meu reinoos assassinatos se cometem e as vitimas são lançadas ao rio! E o seu sangue recairá sobre mim no dia do Juízo Final e ficará a pesar na minha consciência! Ora, por Alá, é preciso que eu encontre o criminoso e o mate. Quanto a ti, Giafar, juro pela verdade da minha descendência directa dos califas Bani-Abbas que, se não trouxeres à minha presença o assassino desta jovem que eu quero vingar, far-te-ei crucificar na porta do meu palácio, a ti e a quarente Barmakidas, teus primos!" O califa tremia de cólera. E Giafar suplicou:"Concede-me um prazo de três dias!" Respondeu-lhe o califa: "Concedo."
Giafar deixou o palácio e, aflitíssimo, seguiu pela cidade, dizendo de si para consigo: "Como poderei eu reconhecer aquele que matou a jovem e onde encontrá-lo para o levar à presença do califa? Além disso, se lhe levasse outro que não o assassino e se esse outro morresse em vez do verdadeiro culpado, esta acção ficaria a enegrecer-me a consciência. Assim, não sei o que fazer..." Entretanto Giafar chegou a casa. Aí se manteve durante os três dias do prazo, mergulhado em desespero. Ao quarto dia mandou o califa chamá-lo. E quando se apresentou entre as suas mãos, perguntou-lhe o califa: "Onde está o assassino da jovem?" Respondeu Giafar: "Acaso me é dado adivinhar o invisível e o oculto, para poder descobrir o assassino no meio de uma cidade inteira?" Então o califa cresceu em cólera e ordenou que crucificassem Giafar na porta do palácio, recomendando aos pregoeiros que anunciassem a nova por toda acidade e arredores, dizendo assim:
"Quem quiser assistir à crucificação do vizir Giafar, o Barmakida, e à de quarente dentre os Barmakidas, seus primos, não deixe de comparecer à porta do palácio do califa."
E todos os habitantes de Bagdade sairam de todas as ruas para assistirà crucificaçãode Giafar e de seus primo. Mas ninguem conhecia a causa. Toda a gente estava desolada e se abria em lamentos, pois Giafar e todos os Barmakidas eram amados pela sua bondade e generosidade.
Quando o madeiro do suplício foi erguido, colocaram os condenados em baixo, aguardando a ordem final do califa para a execução. Mas eis que, enquanto todos choravam, um belo adolescente, ricamente ataviado, fendeu a multidão com rapidez e, prosternando-se diante de Giafar, disse-lhe: "Que a liberdade te seja restituída, ó senhor e o maior de todos os senhores, ó tu, abrigo dos pobres! Porque fui eu quem cortou a jovem em pedaços e a meteu na caixa que haveís pescado no Tigre! Castiga-me, portanto, e mata-me!"
Ao ouvir estas palavras, Giafar regozijou-se muito por si próprio, mas muito se entristeceu pelo rapaz. Começou então a pedir-lhe explicações, pormenorizadas, quando, de súbito, um venerável xeque afastou a multidão e avançou vivamente para eles. Depois de os saudar, disse: "Ó vizir, não acredites nas palavras deste jovem, porque não existe outro assassino além de mim! E só de mim te deves vingar!" Mas o rapaz exclamou: "Este velho xeque já não sabe o que diz! Repito-te, ó vizir, que fui eu que a matei! Portanto, só eu devo ser punido da mesma maneira." E o xeque replicou: "Ó meu filho, tu és ainda jovem e deves amar a vida! Mas eu sou velho e saciei-me deste mundo. servirei de resgate para ti e para o vizir e seus primos. Repito-te que sou eu o assassino. É a mim que devem fazer justiça."
Então Giafar, com o assentimento do chefe dos guardas, levou o mancebo e o ancião e subiu com eles ao palácio do califa. E disse: "Ó emir dos Crentes, trouxe à tua presença o assassino da jovem." E o califa perguntou: "Onde está ele?" Respondeu Giafar: "Este rapaz pretende e afirma que é ele próprio o criminoso, mas este velho desmente-o e, por seu turno, declara ser o assassino." O califa olhou para o xeque e o mancebo, e perguntou-lhes: "Qual dos dois matou a jovem?" - "Fui eu!" respondeu o rapaz. E o xeque disse: "Não, fui eu!" Então o califa, sem fazer mais perguntas, ordenou a Giafar: "Leva os dois e crucifica-os!" Mas Giafar replicou: "Se apenas um é criminoso, a punição do segundo grande injustiça seria." E o mancebo exclamou: "Juro, por Aquele que criou os céus nas alturas e estendeu a terra nas profundezas onde está, que só eu matei a jovem! E aqui estão as provas!" E descreveu o achado que só o califa, Giafar e Massrur conheciam. Convencido da culapabilidade do mancebo, o califa caiu no mais extremo espanto e perguntou-lhe: "Mas porquê tal crime? Porquê esta confissão da tua parte, sem que a isso tenhas sido forçado pela tortura? E porque pedes tu que te castigue por tua vez?" Então o adolescente disse:

"A jovem esquartejada, ó emir dos Crentes, era minha esposa e filha deste velho xeque. Desposei-a ainda ela era criança e Alá fez com que ela me contemplasse com três filhos varões. E continuava a amar-me e a servir-me, sem que eu nada notasse nela de repreensível.
No começo deste mês, porém, quis o destino que minha esposa caísse gravemente doente. Imediatamente mandei chamar os mais doutos médicos, que, com a graça de Alá, logo a curaram. E eu, como desde o inicio da doença lhe não tocara e nesse momento o desejo me tentasse, quis que ela primeiro tomasse um banho. Mas a minha esposa disse-me: "Antes de entrar no hamman, quero que me satisfaças uma vontade." - "Que vontade?", perguntei. Ela respondeu: "Apetece-me uma maçã para cheirar e morder." E logo saí em busca de uma maçã, disposto a comprá-la fosse por que preço fosse. Procurei todos os vendedores de fruta, mas nenhum tinha maçãs. Muito triste, voltei para casa, sem ousar encarar minha esposa, e passei toda a noite a imaginar a amaneira de encontrar o que ela desejava. No dia seguinte, ao romper da alva, saí de casa e dirigi-me aos jardins, que comecei a visitar um por um, árvore por árvore, sem resultado. No meu caminho, deparei-me finalmente com o velho guarda de um dos jardins, a quem perguntei onde poderia encontrar maçãs. Respondeu-me o velho: "Meu filho, é muito dificil encontrá-las, pela simples razão de que não as há em parte alguma a não ser em Baçorá, no pomar do comendador dos Crentes. Mas também aí bem difícil é, porque o guarda reserva cuidadosamente as maçãs para o uso do califa."
Voltei para junto de minha esposa e contei-lhe o que havia sabido. Mas o amor que lhe tinha fez com que eu me preparasse imediatamente para a viagem. E parti, caminhando dia e noite, durante quinze dias, para ir a Baçorá e voltar. Favoreceu-me, porém, a sorte e regressei a casa trazendo três maçãs compradas ao guarda do pomar de Baçorá pela soma de três dinares.
Entrei, portanto, muito alegre e ofereci as três maçãs à minha esposa; mas ela, ao vê-las, deu poucas mostras de contentamento e pousou-as negligentemente a seu lado. Compreendi que, durante a minha ausência, a febre se reapoderara dela violentamente, continuando a miná-la. E minha esposa manteve-se ainda doente dez dias, durante os quais a não deixei um só instante. Mas ao fim deste tempo, graças a Alá, recuperou a saúde. Pude então sair e ir à minha loja, recomeçando a vender e a comprar.
Ora, enquanto eu estava sentado na minha loja, pelo meio-dia, vi passar à minha porta um negro que trazia na mão uma maçã, com a qual brincava. Então perguntei-lhe: "Eh, meu amigo! Dize-me onde encontraste essa maçã, para que eu possa comprar iguais!" Às minhas palavras, o negro começou a rir e respondeu: "Foi uma oferta da minha dama. Quando fui visitá-la, havia já certo tempo que a não via, ela achava-se indisposta e tinha a seu lado três maçãs. Como me pus a fazer perguntas sobre elas, explicou-me: "Imagina, meu querido, que o triste pai cornudo, que é o marido que tenho, partiu expressamente para Baçorá afim de mas comprare as comprou por três dinares de ouro!" Depois deu-me esta maçã que trago na mão."
A estas palavras do escravo, ó emir dos Crentes, meus olhos viram o mundo todo negro. Apressei-me a fechar a loja e voltei a casa, depois de ter perdido pelo caminho toda a razão, tal a força explosiva do meu furor. Olhei para o leito e não encontrei de facto a terceira maçã. Perguntei então a minha esposa: "Onde está a terceira maçã?" Respondeu-me ela: "Não sei, não faço a menor ideia." Tudo coincidia com as palavras do negro. Precipitei-me para ela de adaga em punho, pus-lhe os joelhos sobre o ventre e fui ferindo. Cortei-lhe a cabeça e os membros, e metitudo na cesta, a toda a pressa; cobri-a com o véu e o tapete, e coloquei-a na caixa, que preguei; carreguei a caixa em cima da mula e corri a lançá-la no Tigre, por minhas próprias mãos...
Assim, ó comendador dos Crentes, suplico-te que apresses a minha morte em punição do meu crime, que expiarei deste modo, porque receio bem prestar contas no dia da Ressurreição!
Lancei-a, pois, no Tigre, sem que ninguém me visse, e voltei para casa. Encontrei o meu filho mais velho, que chorava E embora eu estivesse certo de que ele ignorava a morte da mãe, perguntei-lhe: "Porque choras tu?" E ele respondeu-me: "Porque eu tinha tirado uma das maçãs à minha mãe e, quando desci para a rua para brincar com os meus irmãos, vi um grande negro que passou perto de mim e ma arrancou das mãos, perguntando: "Donde veio esta maçã?" Respondi-lhe: "Veio de Baçorá, donde o meu pai a trouxe à minha mãe e onde a comprou, com mais duas outras, por três dinares." Apesar das minhas palavras, o negro não me devolveu a maçã, bateu-me e foi-se embora com ela. E agora tenho medo que a minha mãe me bata!"
Comprendi assim que o negro havia mentido a propósito da filha de meu tio e que eu a tinha morto injustamente.
Então deixei as lágrimas correr. Depois vi chegar o pai dela, este venerável xeque que está aqui a meu lado e a quem contei a triste história. Ele sentou-se ao pé de mim e começou a chorar também. E não deixámos ambos de chorar até à meia noite. Fizemos prolongar as cerimónias fúnebres por cinco dias. De resto, ainda não cessámos de lamentar aquela morte.
Conjuro-te, portanto, ó emir dos Crentes, pela memória sagrada dos teus antepassados, a que apresses o meu suplício e exerças sobre mim represálias a fim de vingar tal crime!"

Ao ouvir esta história, o califa, no auge do espanto exclamou: "Por Alá! Só quero matar esse negro de...!



Mas, neste ponto da narrativa, Xerazade viu aparecer a manhã e calou-se discretamente.

Quando , porém, chegou a noite seguinte


Prosseguiu:


Recordo-me, ó Rei afortunado, que o califa jurou que só mataria o negro, visto o comportamento do jovem ser desculpável. Depois voltou-se para Giafar e ordenou: "Traze à minha presença esse negro de pez e alcatrão, que foi a causa de tudo isto! E se o não encontrares, morrerás em lugar dele!"
E Giafar saiu chrando e lamentando-se: "Onde hei-de eu encontrá-lo para o levar à sua presença? Assim como só por acaso uma bilha cairá no chão sem se partir, assim também só por acaso escapei à morte da primeira vez. Mas agora?... Contudo, Aquele que me quis salvar uma primeira vez salvar-me-á ainda uma segunda, se tal aprouver! Quanto a mim, por Alá, vou encerrar-me em casa, sem me mexer, durante estes três dias de prazo. Pois para quê fazer procuras vãs? Confio-me á vontade do Justo Todo-Poderoso!"
Com efeito, Giafar não saiu de casa durante os três dias do prazo. Ao quarto dia, mandou chamar o cádi e fez o testamento. E, Chorando, despediu-se dos filhos. depois veio o enviado do califa, que lhe confirmou que este continuava disposto a mandá-lo matar se o negro não fosse encontrado. E Giafar chorou e os filhos choraram com ele. Em seguida pegou na filha mais nova para a beijar pela última vez, pois era ela a preferida entre todos os seus filhos. Apertou-a contra o peito e derramou abundantes lágrimas à ideia de que era obrigado a abandoná-la. Mas, de súbito, enquanto a apertava contra sí, sentiu que ela tinha uma coisa redonda na algibeira e perguntou-lhe: "Que tens aqui?" Ao que a criança respondeu: "Tenho uma maçã, meu pai! Foi o nosso negro Rihan quem ma deu. Trago-a comigo há quatro dias. Mas só a consegui depois de lhe ter dado dois dinares."
Ao ouvir falar de negro e de maçã, Giafar sentiu uma grande emoção e exclamou: "Ó Libertador!" Imediatamente ordenou que lhe trouxessem Rihan, o negro. Rihan veio e Giafar perguntou-lhe: "Onde arranjaste esta maçã?" E ele respondeu: "Ó meu senhor, há cinco dias, ao seguir pela cidade, entrei numa ruela onde vi várias crianças a brincar, uma das quais tinha na mão esta maçã. Tirei-lha e bati-lhe. Então a criança disse-me a chorar: "A maçã é da minha mãe, que está doente. Tinha-lhe apetecido uma maçãe o meu pai partiu para Baçorá, donde lha trouxe, com duas outras, pelo preço de três dinares de ouro. E eu agarrei numa para brincar." Em seguida recomeçou a chorar, mas eu, sem querer saber das suas lágrimas, vim para casa com a maçãe dei-a por dois dinares à minha pequenina ama."
E Giafar não cabia em si de espanto ao ver surgirem todas essas complicações, que haviam causado a morte da jovem, por culpa do seu negro Rihan. Por isso ordenou que o metessem imediatamente numa masmorra. Depois regozijou-se por ter ele próprio escapado a morte certa e recitou estes versos:

Se os teus males são por culpa do teu escravo, porque não pensas em desembaraçar-te dele?
Não sabesque os escravos pululam, mas que atua alma é apenas uma e não pode ser substituída?

Reconsiderou, porém, e levou o negro à presença do califa, a quem contou a história.
E o califa Harun Al-Rachid ficou tão maravilhado que ordenou que esta história fosse registada nos anais para servir de lição aos vindouros.
Giafar, porém, disse-lhe: "Não te maravilhes em excesso, ó comendador dos Crentes, porque ela está longe de igualar a do belo Ali-Nur e a sua Doce Amiga."
"Mas que história é essa, mais espantosa do que a que acabámos de ouvir?", perguntou o califa. E Giafar disse: "Ó principe dos Crentes, só ta contarei desde que perdoes o meu negro Rihan o seu acto inconsiderado!" E o califa respondeu: "Seja! Concedo-te a graça do seu sangue. E tomo como amigo e companheiro este jovem; para o consolar da perda da jovem esquartejada, filha de seu tio, concedo-lhe como esposa legítima a mais bela das minhas adolescentes secretas, com o seu enxoval, e emolumentos de vizir. E agora, ó Giafar, dulcifica o nosso entendimento com as suas palavras!"




Mas essa história fica para outro dia...

6 comentários:

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